InícioDesenhosO anúncio da coligação PSD-CDS ajuda a direita?

O anúncio da coligação PSD-CDS ajuda a direita?


Montenegro e Nuno Melo chegaram a acordo para uma coligação pré-eleitoral, com que pretendem dar sinal de moderação

SIM Há uma questão prévia e absolutamente decisiva para elaborar a resposta a esta pergunta: a assunção inequívoca de Luís Montenegro de apenas governar se vencer as eleições. Esta posição ineludível, não podendo deixar de ser surpreendente face aos desenhos parlamentares que se têm visto desde 2015 e sobretudo face à concreta estatuição constitucional, deve ser analisada sob dois prismas, um como causa, outro como consequência. Esta posição está em absoluta coerência com o que sempre se ouviu Luís Montenegro afirmar e defender após a formação da ‘geringonça’ sobre a sua ausência de legitimidade política; concorde-se ou não com essa posição (e eu, por exemplo, não concordo), há que reconhecer que sempre foi a sua, pelo que esta afirmação é coerente com o que então defendeu e essa coerência deve ser-lhe tributada.

Ao manifestar-se disponível para governar apenas se vencer as eleições, transformam-se as eleições legislativas numa espécie de eleições autárquicas, nas quais, como se sabe, é sempre o partido vencedor que governa; isto é, ao abdicar de desenhos parlamentares de governação que possam brotar das eleições de 10 de março, o PSD insta os eleitores que pretendam a mudança a votar inequivocamente na única alternativa ao PS, assim lhe conferindo o necessário conforto eleitoral. É uma posição simultaneamente coerente e arriscada, mas todos conhecemos a quem se atribui a frase de que “a política sem risco é uma chatice”…



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